domingo, 16 de outubro de 2011

Daddy

Não te pude salvar desde o começo
Desistis-te de lutar
Deixaste-me p’ra trás
Procuras-te a melhor saída
E eu, aqui estou,
Abandonada no silêncio.
Tudo se tornou errado
Por que o destino me enganou?

“Entende que foi preciso
Gostaria de ter tido outras escolhas
Sem prejudicar quem amo
Sempre serás minha
Eu sei, lá no fundo
Tudo o que foi feito está perdoado”

Por que o destino nos faz sofrer?
Eu rezei aos deuses para te deixarem  ficar
Por que tinhas de partir?
Eu queria deixar-te  ir!
Quero acreditar que desta vez é de verdade
Dá-me algo em que eu possa acreditar
Tentei muitas vezes, mas nenhuma foi real.

Ainda podes ver o meu coração?
Salva-me do meu medo.

Em momentos silenciosos, imaginava aqui
Todas as minhas lembranças mantêm-te próximo.
Os teus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.

Eu espero encontrar um modo
Para me dares um sinal que estás bem!

Medicina Legal… e Feliz!

Chamo-me Eliana, tenho 18 anos e sou da zona de Guimarães. Neste momento estou a fazer melhorias de notas para o ano, se Deus quiser, entrar na universidade.
Desde os meus 8 anos que anseio ser Fisioterapeuta. O tempo passa e com ele os gostos e as ideias. Por isso, hoje sonho seguir Medicina Legal. Com é uma profissão que exige uma média muito alta, e com medo que não entrasse na universidade, no ano passado, há medida que ia fazendo o 12º ano direitinho, tirei um curso no Porto de Técnico Auxiliar de Fisioterapia e Massagem de Reabilitação.
Mas, o facto de ter tirado este curso, nada tem a ver com o medo de não entrar na universidade, mas sim pela minha mãe.
A minha mãe tem 46 anos e teve há pouco cancro de Mama o que a levou para o desemprego deixando-a incapacitada de simples tarefas do dia a dia.
Neste momento, ainda desempregada faz limpezas aqui e ali para ganhar dinheiro para por comida na mesa, simplesmente porque tem 80% de invalidez e não lhe dão a reforma antecipada.
Mas, com o avançar do tempo, a minha mãe fica incapacitada a nível motor, e mais um ou dois anos no máximo fica totalmente incapacitada, obrigando-a a fica em full-time em casa, sem trabalhar.
Daí, a justificação para eu ter tirado o curso, na esperança de arranjar emprego no caso de a minha mãe deixar de trabalhar e eu não poder ir para a universidade.
Por isso, deixo aqui o meu testemunho.
Não deixem de sonhar porque simplesmente estão acordados ou surgem obstáculos. Se não dá uma vez, tentem a segunda e a terceira porque a vida é mesmo assim, hoje estamos bem e amanhã?