Dei por mim no céu.
Azul sem fim.
Com asas vou até ao limite,
Sem asas vou até ao infinito,
Livre, vadiando por aí
Sem saber onde ir,
Sem destino para me cruzar.
Sozinha, sem ninguém!
Não desisto! Para me consolar
Agarro-me,
Às bases para me erguer.
Mas quando nos tiram as pessoas
que nos fazem falta,
Não podemos ser quem fomos.
Cada lágrima que corre
Pelo meu rosto
É um pouco de mim que morre.
Deslizando pela oval abaixo
Ardente, sufocante.
Como se as entranhas me arrancassem,
Como se a alma me
Possuíssem.
Cada lágrima que corre
São gotas de alma que
O coração vai soltando
Ao sabor da emoção.
Livre vadiando por aí
E por lá
Agora tudo
Agora nada
Agora só, agora abandonada
Pela linha da vida
Refugiando-me
Nos meus pensamentos,
Perco-me sem rumo.
Correndo,
Ora deslizando
Ora escorregando
Ora caindo
Ora tentando esquivar-me
Aos obstáculos.
Quando próximos
Nos metem o pé
Jamais nos conseguiremos
Levantar de cabeça erguida.
Quando terceiros
Nos metem o pé
Jamais conseguirão andar.